Bath

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26/10/2022

 

Na foto, Pat sorri, com o Spike em mãos. Pat Carlen é considerada uma das pensadoras mais importantes da Criminologia, reconhecida especialmente por suas pesquisas sobre o encarceramento feminino. Spike foi meu parceiro por uma década; um Golden Retriever que, com seu jeito único, encantou quem o conheceu. O que liga uma ao outro é que Pat era apaixonada pelo Spike; e recentemente ficou muito sentida com a notícia do seu falecimento. Reescrevo, pois, a primeira frase deste registro: Na foto, a socióloga sorri, com a lembrança de um cão que ela adorava e que tem um sentido especial porque, tal como o lobinho-guará, foi feito por mulheres encarceradas.

Pat Carlen nasceu no início da Segunda Guerra Mundial. Seus pais eram da classe trabalhadora inglesa e membros ativos do Partido dos Trabalhadores inglês – ao qual ela permanece afiliada. Em 1971, graduou-se em Sociologia pela London University. No doutorado (1974), pela mesma universidade, ela estudou os usos das regras sociais pelos tribunais. A tese resultou no livro "Magistrates’ Justice", considerado o melhor livro sobre os tribunais ingleses.

Mas sua contribuição mais importante e influente à criminologia talvez tenha sido "Women’s Imprisonment" (1983), um estudo sobre mulheres privadas de liberdade numa penitenciária feminina escocesa.

Nos conhecemos quando, certo dia, pedi para traduzir um de seus artigos sobre o evangelismo na criminologia acadêmica. Pouco tempo depois, estávamos publicando juntos: "Alternative Criminologies" (2017) e "Justice Alternatives" (2019).

Entremeando as atividades acadêmicas, viajamos por Londres, Porto Alegre, Edimburgo e São Paulo. E, após dois anos de atraso por causa da pandemia, cá estamos novamente reunidos, contando histórias, falando de política e reimaginando as criminologias.